As ações do grupo Vivara (VIVA3) caíram forte no pregão desta sexta-feira após a publicação dos resultados do terceiro trimestre, com o papel sendo o de pior desempenho do Ibovespa na sessão. Às 10h30, as ações se desvalorizavam 8,25%, a R$ 16,68 — patamar não visto desde março de 2025. Por volta das 13h, o recuo já era de 2,55%, a R$ 17,61.

Números do trimestre

Na véspera, a rede de joalherias reportou lucro líquido de R$ 114,8 milhões no 3T26, queda de 38,7% na comparação anual. O Ebitda ajustado foi de R$ 132,7 milhões, recuo de 22,4%, após excluir os créditos do mesmo período de 2025. A receita operacional líquida chegou a R$ 692,9 milhões, alta de 4,3%, e as vendas nas mesmas lojas cresceram 4,4% — desaceleração em relação aos 10,7% vistos um ano antes.

A margem bruta reportada caiu para 65,0%, contra 71,3% no terceiro trimestre de 2025, reflexo dos lançamentos do período e da base mais alta de comparação.

A leitura das casas

Para a XP, o grupo apresentou desempenho fraco, com o Ebitda impactado pelo repasse moderado de preços em meio à queda dos preços do ouro — fator que pesou sobre a receita do segmento de joias. O Itaú BBA apontou como ponto negativo a desaceleração das vendas nas mesmas lojas e vê a empresa tendo perdido parte da competitividade no trimestre.

"Olhando para o futuro, estamos preocupados com o desempenho da Life e da Vivara em um cenário de consumo potencialmente mais conservador em 2027, e nos perguntamos se a desvalorização do real poderia tornar a Vivara um pouco mais competitiva", disseram os analistas do Itaú BBA.

Fonte: Money Times (Reuters).

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