Os títulos do Tesouro Direto terminaram a semana seguinte ao segundo turno no vermelho, apagando o rali da semana do primeiro turno e levando as taxas a patamares acima dos registrados antes da votação de 4 de outubro. A virada começou na segunda-feira (26), primeiro pregão depois da reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando as taxas dos títulos públicos dispararam.
Levantamento do InfoMoney com dados do Tesouro Nacional compara nove títulos prefixados e atrelados à inflação entre o fechamento da sexta-feira (23) e o desta sexta (30). O Tesouro IPCA+ 2050 teve a maior desvalorização da carteira: 17,19% no período, com a taxa do papel subindo de IPCA + 6,42% para IPCA + 7,28% ao ano.
O tamanho do tombo, título por título
A desvalorização de um título público é imediata para quem já tinha o papel na carteira antes da alta dos juros. Considerando uma posição de R$ 10 mil, a variação na semana foi:
- Tesouro IPCA+ 2050: taxa +0,86 ponto, queda de 17,19% — os R$ 10 mil viraram R$ 8.281
- Tesouro IPCA+ 2040: taxa +1,01 ponto, queda de 11,99% — R$ 8.801
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: +0,96 ponto, queda de 11,41% — R$ 8.859
- Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: +2,34 pontos, queda de 11,24% — R$ 8.876
- Tesouro Prefixado 2032: +2,47 pontos, queda de 10,29% — R$ 8.971
- Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: +0,92 ponto, queda de 8,65% — R$ 9.135