Oito executivos ligados ao ueno bank foram presos nesta terça-feira (3) no Paraguai por suspeita de fraudes financeiras, um dia depois de o Banco Central do Paraguai (BCP) decretar a resolução da instituição. Na madrugada desta quarta-feira (4), manifestantes passaram a noite diante do Congresso, em Assunção, pedindo a devolução dos recursos bloqueados e o impeachment do presidente Santiago Peña.
O caso atinge quase 3 milhões de correntistas e levou junto o comando do banco central, que passou por troca na mesma semana.
Quem foi preso
A lista divulgada pela imprensa paraguaia inclui o presidente do banco, Juan Manuel Gustale Cardoni, e o primeiro vice-presidente e fundador da instituição, Federico Miguel Vázquez Villasanti, que se entregou à polícia. Também foram detidos:
- Diana Leticia Mongelós González, segunda vice-presidente
- Julio Daniel Rey Fernández
- Mariana Torres Rubiani
- Alejandro Gómez Abente
- Diego Fernando Duarte Schussmuller
- Miguel Ángel Almada Frutos, ligado à ueno seguros e ao Grupo Vázquez
A Justiça ordenou ainda o embargo dos bens dos executivos e das empresas acionistas.
O que a investigação aponta
A fiscal Nancy Salomón, que coordena o caso, citou como possíveis crimes a conduta indevida em situações de crise, a lesão de confiança e a violação da obrigação de manter livros de comércio. O BCP entregou ao Ministério Público um relatório de mais de 200 páginas, com anexos que somam cerca de 2.000.