A Strive, empresa de tesouraria em bitcoin, comprou 15.124 bitcoins em outubro e encerrou o mês com 43.124 BTC em caixa, segundo o balanço do terceiro trimestre divulgado nesta sexta-feira (6). Com isso, a companhia chegou ao quarto lugar entre as empresas de capital aberto com maior reserva da moeda e encostou nas líderes do ranking.
As compras de outubro elevaram o total adquirido nos dez primeiros meses de 2026 a 35.497 BTC. Segundo dados da BitcoinTreasuries.NET, a Strive está a apenas 390 bitcoins da terceira colocada, a Twenty One Capital, e precisaria de mais 877 BTC para superar a segunda, a Metaplanet, que tem 44.000 BTC — considerando que nenhuma das duas aumente as reservas.
A ofensiva segue declarações do CEO Matt Cole. Em entrevista em setembro, ele disse que a companhia poderia se tornar a segunda maior detentora corporativa de bitcoin do mundo até o fim do ano, embora tenha reconhecido que esse não era o cenário-base.
Lucro puxado pela valorização
A Strive reportou lucro líquido de US$ 509 milhões no terceiro trimestre, sustentado sobretudo por US$ 533,7 milhões em ganhos não realizados com bitcoin. No mesmo período, a empresa levantou cerca de US$ 609 milhões em recursos líquidos com uma oferta, em outubro, de sua ação preferencial perpétua SATS, que paga dividendo anual de 15%. A companhia não detalhou quanto desse montante será destinado à compra de bitcoins.
Segundo o balanço, a Strive avalia oportunidades em banco, corretagem, finanças descentralizadas, resseguros e tokenização, como parte de uma estratégia para alavancar o balanço. A empresa não divulgou planos ou prazos específicos e não respondeu ao pedido de comentário antes da publicação.
As ações da Strive (ASST) caíam 1,97%, a US$ 20,19, no início do pregão de sexta-feira, ampliando a queda de 32,15% no acumulado do último mês.
Foto: Steve Jurvetson, via Wikimedia Commons (CC BY 2.0).
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